Conheça opções
para o seu roteiro no Rio de Janeiro
Bondinho do Pão de Açúcar é um dos locais
mais visitados do Rio de Janeiro
Famoso mundialmente pelas suas belezas
naturais, o Rio de Janeiro é um dos roteiros mais desejados pelos turistas. Se
você vai ao Rio em uma escala de cruzeiro seu tempo em terra de cerca de um dia
vai ser curto para conhecer tudo o que a cidade oferece, mas
o suficiente para percorrer alguns dos
principais pontos turísticos e ficar com aquele gostinho de quero mais.
Listamos 10 lugares famosos no Rio, cidade reconhecida pela Unesco em julho
passado como Patrimônio Mundial na categoria paisagem cultural urbana. Agora é
só fazer o seu roteiro.
Pão de Açúcar
Com cem anos recém-completados, o bondinho do
Pão de Açúcar foi incorporado à paisagem carioca. A ligação por bondinhos entre
os morros da Urca, o primeiro, e do Pão de Açúcar, o segundo, pode ser vista a
partir de vários pontos da cidade. Os ingressos são vendidos das 8h às 19h50.
Adultos pagam R$ 53 e crianças entre seis a 12 anos meia. Os menores de cinco
estão isentos. Idosos e portadores de necessidades especiais têm desconto.
Cristo Redentor
O Cristo Redentor de braços abertos para o
Rio de Janeiro fica no morro do Corcovado. Para subir até lá há dois caminhos,
pelo trem por dentro da Floresta da Tijuca que sai a cada 30 minutos de segunda
a domingo, das 8h às 19h, ou de van. Essa segunda opção tem maior flexibilidade
de horário. Eleito como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo Moderno, o
cartão postal carioca foi inaugurado em 1931. Do alto, se tem uma vista
espetacular da cidade.
Confeitaria Colombo
No roteiro pelo centro da cidade é
obrigatória uma parada para se deliciar com as guloseimas da Confeitaria
Colombo. Fundada em 1894, o estabelecimento comercial mantém o mesmo luxo da
decoração comparável à época da inauguração com casas de Paris e Londres. É
impossível não se deslumbrar com os espelhos belgas emoldurados em jacarandá. A
confeitaria fica na Rua Gonçalves Dias, 32, e funciona de segunda à sexta das
9h às 20h e sábados e feriados das 9h às 17h.
Centro Histórico
Uma ida até a praça Floriano Peixoto,
popularmente chamada de Cinelândia, no centro da cidade, permite ao turista
conhecer de uma só vez alguns dos mais imponentes prédios do Rio de Janeiro. No
entorno da praça fica o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o antigo
Supremo Tribunal Federal. O Theatro possui visita guiada e o ingresso inteiro
custa R$ 10. Com uma coleção de 8 milhões de peças, a Biblioteca começou a ser
formada com a chegada da Família Real ao Brasil em 1808. Ela é considerada pela
Unesco a sétima maior biblioteca nacional do mundo e também tem visita guiada.
O agendamento é feito no dia. O antigo STF, de quando o Rio era capital
federal, hoje abriga o Centro Cultural da Justiça Federal, espaço que abriga
exposições.
Santa Teresa
Localizado no alto de uma colina, o bairro de
Santa Teresa é conhecido pelo bondinho, que atualmente está desativado, e pela
grande concentração de bares, restaurantes, ateliês e lojinhas de artesanato. O
bairro ganhou esse nome pelo Convento de Santa Teresa, erguido no século 19. Há
ônibus que fazem o transporte até lá. Os turistas com disposição podem subir a
pé partindo da Lapa, pela escadaria do Selarón, batizada assim em homenagem ao
artista plástico chileno que recobriu os degraus com mosaicos de cerâmica. Em
Santa Teresa vale à pena visitar ainda o Museu da Chácara do Céu e o Parque das
Ruínas. No acervo do museu estão pinturas, desenhos e gravuras de artistas como
Mattisse e Miró, no âmbito internacional, e Iberê Camargo e Portinari, da coleção
de arte brasileira. É gratuita a entrada dos dois locais.
Paço Imperial
O
prédio que viria ser o Paço Imperial foi ocupado pela primeira vez em meados do
século 18 como residência dos governadores. Em 1808, com a ameaça de Portugal
por Napoleão Bonaparte, o príncipe regente D. João transferiu-se para o Rio de
Janeiro, transformando o Paço em residência real. No prédio foram aclamados os
imperadores D. Pedro I e D. Pedro II e também assinada a Lei Áurea pela
Princesa Isabel em 13 de maio de 1822, que aboliu a escravatura no Brasil. O
Paço tem exposições permanentes e temporárias.
Jardim Botânico
O
Jardim Botânico foi criado para aclimatar as especiarias das Índias Orientais
trazidas pelo príncipe regente de Portugal, D. João, logo após a transferência
da corte para o Rio de Janeiro em 1808 durante as guerras napoleônicas. Aberto
à visitação pública depois de 1822, o Jardim recebeu visitas ilustres como o
cientista Albert Einstein e a rainha Elizabeth II do Reino Unido. Visite os
lagos, o orquidário e o jardim sensorial. O ingresso custa R$ 6. Crianças até 7
anos e adultos a partir de 60 não pagam. A visitação funciona de segunda a
domingo das 8h às 17h (ate as 18h no horário de verão).
Vista Chinesa
É um mirante situado a 380 metros de altitude
em meio à Floresta da Tijuca. De lá é possível ver o Cristo Redentor, a Lagoa
Rodrigo de Freitas, o Pão de Açúcar e as praias da Zona Sul. O local é marcado
por um pequeno quiosque inspirado num pagode chinês. O acesso é pela Rua
Pacheco Leão, no bairro Jardim Botânico. A Vista Chinesa fica dentro do Parque
Nacional da Floresta da Tijuca. Não há ônibus que leve até o local.
Praias da Zona Sul
É chegando à praia de Copacabana que o
turista tem a certeza de que está no Rio de Janeiro. A beleza natural combinada
a receptividade carioca contagia. As praias de Ipanema e Leblon também são
muito badaladas. Em Copa, como é carinhosamente chamado o bairro, fica o hotel
Copacabana Palace, um símbolo da cidade, onde já se hospedaram estrelas de
cinema e membros da realeza. O acesso aos bairros da Zona Sul pode ser feito
por metrô e ônibus. Nessa região fica uma grande concentração de hotéis e
hostels. Bem a esquerda de Ipanema fica a praia do Arpoador, que recebe esse
nome por causa do rochedo homônimo. Nos fins de tarde, centenas de pessoas se
reúnem lá no alto para aplaudir o pôr do sol que se esconde atrás dos Morros
Dois Irmãos.
Lagoa Rodrigo de Freitas
Localizada estrategicamente no coração da
Zona Sul, a Lagoa Rodrigo de Freitas possui uma ligação com o mar e é a divisão
natural entre as praias de Ipanema e Leblon. Cartão-postal da cidade, a lagoa é
uma boa opção de passeio. De dia, há pedalinhos, bicicletas e triciclos para
alugar. Quando cai a noite, as atrações ficam por conta de charmosos quiosques.
Em 1º de dezembro será inaugurada a Árvore de Natal da Lagoa, uma estrutura
flutuante com mais de 800 metros de altura que se move ao sabor dos ventos.
Bares e casas noturnas da Lapa revelam as
muitas facetas da boemia carioca
O Rio, porém, também é da noite e reflete na
Lapa toda a sua boemia. O bairro, que passou
por um longo período de decadência, volta a
ser ponto de encontro dos fãs do samba – mas também abre espaço para os mais
diversos estilos musicais que invadem casas como o Circo Voador e a Fundição
Progresso.
Pertinho da Lapa, a antiga capital do Império
e da República guarda um belíssimo acervo arquitetônico dos séculos 19 e 20 que
hoje abriga museus e espaços culturais. Reunidos no Centro da cidade, os
prédios podem ser conhecidos em um passeio a pé pela Cinelândia, onde estão
construções como o Theatro Municipal e o Museu Nacional de Belas Artes; e
arredores da Praça XV, contornada pelo Paço Imperial, o Centro Cultural Banco
do Brasil, a Casa França-Brasil... Uma vez na região central, aproveite para
aportar no bucólico bairro de Santa Teresa, com ruas estreitas e repletas de
sobrados que funcionam como ateliês, bares e lojas.
Badalada por natureza – o Rio é sede de
grandes eventos culturais e esportivos ao longo do ano -, a cidade fica ainda
mais movimentada no verão, quando as duas principais festas do país atraem
gente do mundo todo. No Réveillon, toneladas de fogos de artifício colorem os
céus de Copacabana para saudar o Ano Novo, enquanto no Carnaval a folia toma
conta das ruas, tendo sua apoteose no Sambódromo, cenário dos concorridos
desfiles das escolas de samba. E por falar nas agremiações, assim como elas e
os times de futebol, todo carioca tem seu boteco do coração. Programa
obrigatório depois da praia, o chopp bem tirado conduz aos botequins –
pés-sujos ou bem limpinhos - onde petiscos como caldinho de feijão, pastéis e
sanduíches de pernil valem por uma refeição.





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